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sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Uma entrevista (via facebook) com Henry Jaepelt.... UM GUERREIRO DOS DESENHOS DO SUB.... SUB...SUB


Tenho contato com zines desde a metade dos anos 80 do século passado. Colaboro com eles desde 87, comecei a publicar no underground estrangeiro desde 89, nos anos 90, colaborei com a Rock Brigade fazendo HQs baseadas em letras de músicas de heavy metal, colaborei com zines, revistas, jornais alternativos, capas de demo-tapes encartes de CDs e mais um monte de atividades. Recentemente, participei de alguns zines alemães e voltamos a aparecer em zines daqui do sul e tal... Em breve, a UGRA PRESS estará disponibilizando uma coletânea de HQS minhas feitas entre 93 e 2005, além de alguns outros projetos para o pr´poximo ano..
O DESENHO QUE GANHEI DO ENTREVISTADO!


TODA MÚSICA- QUANTO TEMPO DE ARTE (DESENHOS)?
Henry: Eu desenho desde que aprendi a segurar um lápis... E em fevereiro, completarei 48... É uma longa estrada de rabiscagens!!

TODA MÚSICA- PENSOU ALGUMA VEZ EM DESISTIR?
Henry: Na verdade, a gente não PODE desistir... A gente às vezes dá um tempo, para reciclar as idéias, dar uma respirada e tal. Mas, a gente SEMPRE acaba retornando aos desenhos, aos quadrinhos e tal. Esses últimos, talvez mais lentamente, porque é um processo bem mais detalhado do que uma ilustração avulsa de uma só página. São várias dessas, em seqüência, ao longo de várias paginas... Logo, é natural que demore mais... Mas, é difícil de desistir – já que é, entre outras coisas, a mais perfeita válvula de escape que a gente tem...



TODA MÚSICA-como faz tempo que estou sem contato.... Se vc tem filhos e se eles também desenham...?
Henry: Dois filhos, de 21 e 16 – desenham razoavelmente. O mais velho, optou pela música, escreve excelentes letras e já teve banda, etc e tal. O mais moço tem uma grande habilidade para mecânica – embora, quando quer , até desenha umas coisas bem interessantes.
TODA MÚSICA: Quem dos quadrinistas (é assim que se escreve) vc admira?
Henry: Diversos... Se for listar todos, a coisa vai longe. De um modo geral, prefiro mais os estilos da galera da Europa, HQs mais autorais, detalhadas e com muita personalidade. Dos norte-americanos, acho que só os clássicos, pois atualmente, o mercado - especialmente de super-heróis – está um pouco congestionado, com muita gente desenhando em estilos semelhantes, visando um produto específico... E eu já prefiro ver os desenhistas que se destacam por serem DIFERENTES do restante...
TODA MÚSICA- Uma banda?

Henry: INÙMERAS hahahahahah – mas, vá lá, o clássico dos clássicos: Motörhead!
TODA MÚSICA- Uma música?
Henry: Quase tudo de Motörhead. Talvez “Dancing On Your Grave”, que é do primeiro LP deles que eu comprei (Another Perfect Day)
TODA MÚSICA- O que te inspira?
Henry: Pode ser qualquer coisa – você nunca sabe de onde uma idéia pode surgir... Bem relativo isso de “inspirar”. Pode ser um som, algo que você leu... Tudo depende

TODA MÚSICA- Como é seu processo criativo?
Henry: Basicamente, cato uma meia dúzia de CDs, estilos variados, sento lá na prancheta, fone de ouvidos, e vou fazendo alguma coisa, pra esquentar, rabiscando mesmo... Aí, conforme for, se eu já tiver uma idéia formada logo de início, é só seguir dando forma... Ou então, esperar algo mais definido durante o processo de rabiscar e tal. Quando é HQ, vou lendo o texto a ser ilustrado e pensando no que aquilo sugere, como encaixar uma seqüência, essas coisas... Nada muito complicado, ou pelo menos, é o que eu acho... Tipo no que baseia seus traços? Em geral, naquilo que eu acho legal – aquilo que eu acho que fica bem no desenho. Sempre me interessei muito por desenho, então, fui observando diversos tipos de desenhistas, tentando decifrar o “jeitinho” nos traços e aprender a fazer por mim mesmo. A técnica é começar com lápis, definir mais ou menos... Colocar uns detalhes e depois passar nanquim – em geral, com canetas recarregáveis (antigamente muito usadas por engenheiros e tal) de várias espessuras no traço, para colocar os detalhes menores, por exemplo. Então, é só preencher com detalhes no acabamento, até chegar no resultado que você pretendia. Aí, varia de cada um, de qual aspecto você deseja dar ao desenho, mais limpo, mais carregado e tal. É como desenhar um zumbi e um fantasma, por exemplo. O fantasma precisa de traços mais finos e pouquíssimo trabalho, para ser praticamente transparente – por assim dizer. Já o Zumbi, é roupa rasgada, aparência putrefata, sujeira, manchas de sangue e outras bagaceiras, muito mais detalhes pra desenhar.

TODA MÚSICA-  agora uma pergunta de uma amiga em comum: Lorena Dallara como vc encara esse reencontro virtual com antigos amigos de tempos de cartas, e dessa revitalização também virtual dos quadrinhos.... e se acredita possa acontecer uma troca de materiais via cartas
Henry: É muito legal você poder reencontrar esse pessoal que fez parte da tua vida num determinado período – aliás, todos os correspondentes daquela época fizeram parte das vidas uns dos outros, né? - e ver como estão às coisas hoje em dia. A maioria está bem mais tranqüila hehehehe – mas, continua o mesmo espírito daquela época, a mesma camaradagem e tal. Em 2012 fomos à Porto Alegre e encontramos pessoalmente vários correspondentes daquela época, e também o pessoal que conhecíamos através de redes sociais e tal. Agora em 2013 fomos pra lá novamente, e apareceu AINDA mais gente – é muito legal MESMO você poder trocar idéias pessoalmente. Quanto a trocar materiais, olha, desde 2010 quando comecei a freqüentar redes sociais e tal, tenho trocado originais com uma porção de gente, ex-fanzineiros, antigos correspondentes, amigos, em geral... E tudo pelo correio. Recebo várias coisas também, e curto muito receber correspondências – sempre é “outra coisa” você ter o material em mãos do que vê-lo numa tela, não é mesmo? Quanto a quadrinhos virtuais, é legal para você conhecer amostras de trabalhos e tal. Mas, para LER, ao menos pra mim, só o impresso mesmo. Desde sempre, cheiro da tinta de impressão é um prazer especial!
TODA MÚSICA- Suas considerações finais!
HENRY: Valeu pela entrevista, por ceder um pouco de seu tempo para se interessar em me perguntar algumas coisas, por ceder espaço para minhas idéias e meus desenhos.

5 comentários:

VELOSO disse...

Concordo plenamente com o Henry não podemos desistir Nunca... A cabeça pode não aguentar se você parar!

VELOSO disse...

ótimo saber um pouco mais sobre o Lendário Henry Jaepelt dono de personalidade e traços marcantes e que tenho o prazer e a honra de poder chamar de amigo!

José Carlos De Souza disse...

Muito obrigado Veloso ,por seu comentário!

Eliel The Old disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Eliel The Old disse...

Dois ''cabras legais" que conheci através do Facebook Juvêncio Veloso e por meio dele o mestre Henry Jaepelt, uma pessoa de muito bom gosto e um artista excepcional! Um dia ainda nos conheceremos pessoalmente o que será um grande prazer pra mim!

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